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Óptica
Óptica

  

 

 

OS 5 SENTIDOS DO CORPO HUMANO

O corpo humano é composto de cinco sentidos, a saber: a visão, o olfato, o paladar, a audição e o tato que fazem parte do sistema sensorial, responsável por enviar as informações obtidas para o sistema nervoso central, que por sua vez, analisa e processa a informação recebida.

 

Cinco Sentidos - Não obstante, essas capacidades estão relacionadas com órgãos ou partes do corpo humano (olhos, nariz, boca, ouvidos, mãos) e correspondem às percepções dos homens no mundo, realizadas por meio do processo de tradução, análise e processamento das informações sensoriais, o que muitas vezes, determinou a sobrevivência dos seres humanos bem como dos animais no planeta terra.

 

Os Cinco Sentidos

Visão - Os olhos são os órgãos responsáveis pelo sentido da visão uma vez que eles visualizam o objeto e mandam a mensagem para o cérebro que faz a decodificação, interpretando-a.

 

Olfato - O nariz é o órgão responsável pelo sentido do olfato, ou seja, a propriedade de sentir o cheiro ou odor das coisas. Dessa maneira, o nariz capta os odores e envia a mensagem para o cérebro, que processa as informações.

 

Paladar - A língua é o órgão responsável pelo sentido do paladar, uma vez que capta e distingui o sabor dos alimentos (salgado, doce, azedo, amargo), além das sensações de quente e frio. Assim, as papilas gustativas decodificam o sabor e enviam as informações para o cérebro.

 

Audição - Os ouvidos são os órgãos responsáveis pela audição, na medida em que detectam os sons, ruídos e barulhos do exterior, e enviam essas mensagens para o cérebro que as interpreta.

 

Tato - O tato é caracterizado pela sensação do toque e, por isso, está relacionado com o contato com a pele, através dos neurônios sensoriais responsáveis por enviarem as mensagens para o cérebro. Embora esteja muitas vezes relacionadas com as mãos, esse sentido humano envolve qualquer tipo de sensação experimentada pela pele, seja pelos pés, barriga, pernas, dentre outros.

 

Curiosidades - O chamado “sexto sentido” refere-se à percepção extra sensorial, muitas vezes pautada na espiritualidade. Ademais, costuma-se dizer que as mulheres possuem o sexto sentido mais aguçado.

Já foi comprovado que pessoas que sofrem com alguma deficiência relacionada ao sistema sensorial, acabam desenvolvendo e aguçando mais outros sentidos, por exemplo, um cego que desenvolve mais sua capacidade de ouvir ou até mesmo de tatear, como os livros em língua braile para os deficientes visuais.

 

 

Como nós vemos as coisas?

Observação: antes de estudar esse assunto leia todo esse texto, ele vai te ajudar muito a entender Óptica.

“Muitas pessoas têm a impressão de que as coisas estão no seu lugar, olhamos para elas e pronto, já as enxergamos. Mas o processo de ver é muito mais interessante do que isto.”

 

Primeiro temos que entender sobre a luz, ou melhor, o raio de luz. É uma onda eletromagnética que caminha a uma velocidade absurdamente grande. Ela é da ordem de 3,0.105km/s. Para se ter uma ideia, a luz que vem do Sol leva em torno de oito minutos para atravessar o espaço e chegar na terra. Portanto a imagem do Sol que vemos é de oito minutos atrás. Já é coisa do passado. Louco isto, não é?

Vou mais longe, bem mais longe. Uma estrela é um sol muito distante da terra. Por isto brilha. A sua luz pode levar trilhões e trilhões de anos para chegar a Terra. É possível que este sol nem exista mais. Já tenha se apagado. Mas os seus raios de luz continuam se propagando no espaço e chegando na Terra. Neste caso é possível observamos esta estrela mesmo depois que se apagou, mas dificilmente veremos o último raio de luz chegando, embora não é impossível, devido a grande quantidade de raios de luz desta estrela que continuam viajando pelo espaço.

Observação: a luz caminha independente do meio ser ar, água, vácuo ou outro meio transparente.

Um ponto importante é saber que a luz branca é a fusão das luzes que compões as cores do “arco-íris”. Sim, a luz branca é branca pois tem a mistura de várias “luzes” de cores diferentes. Isto é demonstrado em um experimento chamado “Disco de Newton”, onde um disco com as cores do arco-íris é girado bem rápido e forma a cor branca, neste caso, um branco-gelo. Para observar as cores que formam a luz branca, pegue uma caneta que tem seu corpo transparente.

"Disco de Newton"

 

As canetas mais antigas e populares são ótimas para esta experiência. Leve a caneta sobre o nariz e próximo ao olho. Olhe na direção de uma lâmpada fluorescente branca. Você verá através do corpo da caneta a formação do arco íris, ou seja, os raios de luz separados.

O arco íris que forma quando chove, tem a mesma ideia. Só que a luz atravessa os pingos de chuva e os raios de luz de cores diferentes se separam e assim percebemos o efeito das cores que formam o arco-íris.

Esta luz branca ao bater em um objeto, de acordo com a pigmentação da pintura do objeto, pode absorver parte das cores ou refletir, ou seja, um objeto que você vê amarelo é porque a luz branca incidiu nele, todas as cores foram absorvidas (azul, verde, vermelho, etc) exceto o amarelo que refletiu.

Este raio de luz amarelo que refletiu é que vai para o seu olho. Por isto você vê a cor amarela. Ele entra pela pupila, atravessa o cristalino e vai até a retina. Calma, vou explicar.

O nosso olho é também chamado de globo ocular, “uma caixa” na forma próxima de uma esfera ou bola.

A pupila é uma janela. Sim, um “buraco” por onde a luz entra, mas com uma proteção na frente como se fosse o “vidro da janela” que é a córnea. A pupila é preta porque está escuro dentro do olho. Se tivesse luz lá dentro, ela ficaria clara, emitindo a luz que sairia lá de dentro. Exatamente como uma janela de uma casa. Já reparou que um médico oftalmologista (de olho) chega bem próximo de você no exame e joga uma luzinha no seu olho. Ele quer ver através da pupila, janela, como está a parte interna do seu globo ocular.

O cristalino é uma lente natural que nós temos em nossos olhos. Quando usamos óculos é porque o cristalino não está numa condição tão boa de focar os objetos e precisa de uma ajudinha.

A retina fica no fundo do olho, onde a luz chega e consequentemente a imagem do que se quer ver. Lá existem várias células chamadas foto sensíveis e que absorvem este raio de luz e geram pulsos elétricos. Estes, através do nervo óptico levam estes pulsos para o nosso cérebro que interpreta estes pulsos como imagens.

Portanto o nosso cérebro não vê as coisas, ele recebe eletricidade, pulsos elétricos, que é interpretada como imagens.

Não esqueça que: a imagem chega em nossa retina de ponta cabeça. O nosso fantástico cérebro é que desinverte a imagem.

 

Importante:

A cor preta é ausência de luz. Quando um objeto tem a cor preta significa que ele absorve todas as cores de luz que recebe e não reflete nada. Em nosso olho, quando não chega luz, o que o nosso cérebro interpreta é a cor preta. Isto explica também porque a cor preta exposta à luz do Sol esquenta mais que as outras cores.

A cor branca é o oposto da luz preta. Ela reflete todas as cores. Por isto é muito clara. Tem muitos raios misturados, portanto muita energia luminosa.

Fonte: http://nsaulasparticulares.com.br/como-nos-vemos-coisas/

 

 

ÓPTICA

Professor Diminoi

 

Óptica - É o ramo da física que estuda os fenômenos relacionados à luz. Devido ao fato do sentido da visão ser o que mais contribui para a aquisição do conhecimento, a óptica é uma ciência bastante antiga, surgindo a partir do momento em que as pessoas começaram a fazer questionamentos sobre o funcionamento da visão e sua relação com os fenômenos ópticos.

 

Luz branca - É uma mistura de sete cores.

 

 

 

 

FONTE DE LUZ

Fonte de Luz - É todo corpo capaz de emitir luz, ou seja, todo corpo visível. Aos corpos que emitem luz própria damos o nome de fonte primária ou corpos luminosos e aos corpos que emitem ou difundem luz de uma fonte primária damos o nome de fonte secundária ou corpos iluminados.

Fonte secundária: Lua e todo superfície polida (refletora).

Fonte primária: Sol, Estrelas vela Lâmpada ferro incandescente etc.

 

Tipos de fonte de luz - As fontes de luz podem ser: puntiforme ou pontual - fontes cujas dimensões são desprezíveis em comparação com a distância a que são observadas, como por exemplo as estrelas ou extensas - fontes de luz cujas dimensões não podem ser desprezíveis em comparação com a distância a que são observadas.

 

 

ÓPTICA GEOMÉTRICA

Princípios da Óptica Geométrica:

1º Princípio da Óptica Geométrica ou Propagação Retilínea da Luz  - A luz caminha sempre se propaga em linha reta. 

 

 

 

 

2º - Princípio da Óptica Geométrica ou Independência de raios de luz - Os raios de luz são independentes, podendo até mesmo se cruzarem, não ocasionando nenhuma mudança em relação à direção dos mesmos.

 

3º - Princípio da Óptica Geométrica ou Reversibilidade dos Raios de Luz - Os raios de luz são reversíveis, isto é o mesmo caminho de idade é o mesmo caminho de volta.

Por exemplo, se vemos alguém através de um espelho, certamente essa pessoa também nos verá. Assim, os raios de luz sempre são capazes de fazer o caminho na direção inversa. 

 

 

Velocidade da luz - Durante muito tempo acreditou-se que a propagação da luz fosse instantânea, ou seja, ela seria imediatamente vista por um observador assim que fosse emitida a partir de uma fonte.

James Clerk Maxwell mostrou que quando a luz se propaga através de um meio, ela o faz com uma velocidade determinada.

Essa velocidade é extremamente alta quando comparada com velocidades registradas em fenômenos cotidianos.

No vácuo, a velocidade de propagação da luz, qualquer que seja a frequência ou cor, é de aproximadamente 3,0 x 105 km/s ou 3,0 x 108 m/s.

Observação: em meios materiais, a velocidade da luz é menor que no vácuo.

 

Ano-Luz - Utilizado na astronomia como padrão para medir distâncias, o ano-luz é a unidade correspondente à distância que a luz percorre no vácuo durante um ano.

Sendo que a velocidade da luz é igual a 300.000 km/s e que um ano tem 365 dias e 6 horas ou 31.557.600 segundos, temos que a distância percorrida pela luz no vácuo em 1 ano é, aproximadamente, 9.467.280.000.000 km (aproximadamente 10 trilhões de quilômetros).

Observação: a medida ano-luz é utilizado para medir distâncias muito grandes.

Exemplo: A estrela Alfa do Centauro, que é a segunda estrela mais próxima da Terra, está a, aproximadamente, 43 trilhões de quilômetros (43.000.000.000.000 km) ou, simplesmente, 4,3 anos-luz. Isso quer dizer que a luz emitida hoje por essa estrela irá demorar 4,3 anos para chegar à Terra.

 

EXERCÍCIOS – PRINCIPIO DA PROPAGAÇÃO RETILÍNEA DA LUZ

01) (FEI) Uma câmara escura de orifício fornece a imagem de um prédio, o qual se apresenta com altura de 5 cm. Aumentando-se de 100m a distância do prédio à câmara, a imagem reduz-se para 4 cm de altura.

Qual é a distância entre o prédio e a câmara, na primeira posição?

a) 100 m

b) 200 m

c) 300 m

d) 400 m

e) 500 m

 

02) (Vunesp) Um pesquisador precisava medir a altura de um prédio de vinte andares, porém ele não possuía o instrumento de medida necessário para realizar essa medição. Conhecendo o princípio da propagação retilínea da luz, ele utilizou uma haste de madeira de 1 m de altura e, em seguida, mediu a sombra projetada pela haste, que foi de 20 cm, e a sombra projetada pelo prédio, que foi de 12 m.

Calcule a altura do prédio de acordo com esses dados encontrados pelo pesquisador.

 

03) (Fuvest) Um objeto de 8,0 m de altura é colocado na frente de uma câmara escura de orifício a uma distância de 3,0 m. Sabendo que a câmara possui 25 cm de profundidade, calcule o tamanho da imagem formada.

 

04) (Unitau) Dois raios de luz, que se propagam em um meio homogêneo e transparente, interceptam-se em certo ponto. A partir desse ponto, pode-se afirmar que:

a) os raios luminosos cancelam-se.

b) mudam a direção de propagação.

c) continuam propagando-se na mesma direção e sentindo que antes.

d) propagam-se em trajetórias curvas.

e) retornam em sentidos opostos.

 

GABARITO: 01D – 02[60m] – 03[i = 0,67m – 04C.

 

 

 

MEIOS DE PROPAGAÇÃO DA LUZ

A luz pode ser propagada em três diferentes tipos de meios.

Transparentes – Esses meios permitem a passagem ordenada dos raios de luz, dando a possibilidade de ver os corpos com nitidez.

 

Translúcidos - Nesses meios a luz também se propaga, porém de maneira desordenada, fazendo com que os corpos sejam vistos sem nitidez. Exemplos: vidro fosco, plásticos, etc. 

 

Opacos – Esse meios são aqueles que impedem completamente a passagem de luz, não permitindo a visão de corpos através dos mesmos. Exemplos: portas de madeira, paredes de cimento, pessoas, etc. 

 

Observação: quando os raios de luz incidem em uma superfície, eles podem ser refletidos regular ou difusamente, refratados ou absorvidos pelo meio em que incidem.

 

 

FENÔMENOS ÓPTICOS

Reflexão - E um fenômeno óptico que ocorre quando a luz incide sobre uma superfície e retorna ao seu meio de origem. Esse processo pode ser classificado como regular ou difuso.

Reflexão Regular – Nesse tipo de reflexão, os raios refletidos ficam paralelos uns aos outros. É esse tipo de reflexão que forma a imagem de superfícies altamente polidas, como os espelhos, metais ou a superfície de um lago. A imagem que se forma nesse tipo de superfície é altamente nítida, porém, ela não pode ser observada de diferentes posições. Pense em um espelho, dependendo da posição que você estiver, não conseguirá ver sua imagem.

  

 

Reflexão Difusa - Esse tipo de reflexão ocorre quando a luz incide sobre uma superfície irregular e esta a reflete. Os raios de luz refletidos propagam-se em várias direções diferentes. Os objetos difundem a luz que recebem, por isso, quando essa luz penetra em nossos olhos, conseguimos enxergá-los. Como na difusão a luz propaga-se em todas as direções, muitas pessoas podem ver o mesmo objeto ao mesmo tempo. É por causa desse fenômeno que conseguimos enxergar vários objetos simultaneamente e de ângulos diferentes.

 

 

                                                                                 

Leis da Reflexão

 

 

 

Reflexão Total

reflexão total é um fenômeno óptico que ocorre quando a luz incidente sobre uma superfície que separa dois meios, no sentido do maior para o menor índice de refração, é totalmente refletida, permanecendo no meio de origem. Esse fenômeno só ocorre se o ângulo de incidência for maior que o chamado ângulo limite.

Ângulo limite

O ângulo limite é o menor ângulo de incidência necessário para que o ângulo de refração de um raio de luz, na passagem de um meio com maior para outro com menor índice de refração, seja de 90º.

O índice de refração do meio 2 é maior que o índice de refração do meio 1. Assim, por meio da lei de Snell-Descartes, é possível determinar o ângulo limite L.

O valor do seno do ângulo limite é definido pela razão entre o menor e o maior índice de refração.

Reflexão total da luz

Caso o ângulo de incidência de um raio de luz seja superior ao ângulo limite, o raio de luz sofre reflexão total.

Observe que o ângulo de incidência do raio de luz verde na imagem acima é maior que o ângulo limite, por isso, o raio de luz foi totalmente refletido, permanecendo no meio 2.

Efeitos da reflexão total

Miragens

Em dias de calor intenso e muito ensolarados, é possível observar a aparente formação de poças d’água no asfalto quente. A imagem vista em pontos distantes no asfalto é uma miragem, resultante do fenômeno da reflexão total.

As várias camadas de ar existentes acima do asfalto possuem diferentes temperaturas. Quanto mais próximo do chão, maior é a temperatura do ar. A densidade das camadas de ar mais quentes é menor e, por isso, o índice de refração das massas de ar vai diminuindo à medida que se aproximam do solo. Portanto, a luz do Sol sofre inúmeras refrações ao se aproximar do chão. Assim, em determinados pontos, o ângulo de incidência dos raios solares torna-se maior que o ângulo limite, provocando a reflexão total da luz. Os raios que resultam da reflexão total atingem os olhos de um possível observador e dão a sensação da formação das poças d’água.

Fibras ópticas

As fibras ópticas são filamentos capazes de transportar luz e são utilizadas para diagnósticos de imagens e transmissão de dados.

As fibras ópticas são constituídas por materiais com diferentes índices de refração, o que garante a ocorrência do fenômeno da reflexão total e possibilita a transmissão dos raios de luz.

Raio de Luz - O conceito de raio de luz é adotado pra facilitar o entendimento de Óptica Geométrica.

 

 

EXERCÍCIOS – REFRAÇÃO DA LUZ

01) (PUC-RIO) Um feixe de luz de comprimento de onda de 600 nm se propaga no vácuo até atingir a superfície de uma placa de vidro. Sabendo-se que o índice de refração do vidro é n = 1,5 e que a velocidade de propagação da luz no vácuo é de 3 x 108 m/s, o comprimento de onda e a velocidade de propagação da onda no vidro em nm e m/s, respectivamente, são: (Obs: 1 nm = 1 x 10−9 m).

a) 200 nm; 4 x 108 m/s

b) 200 nm; 3 x 108 m/s

c) 200 nm; 2 x 108 m/s

d) 400 nm; 1 x 108 m/s

e) 400 nm; 2 x 108 m/s

 

02) (UN. MACKENZIE) A velocidade de propagação da luz em determinado líquido é 80% daquela verificada no vácuo. O índice de refração desse líquido é:

a)1,50

b)1,25

c)1,00

d) 0,80

e) 0,20

 

03) (PUC) Um raio de luz atravessa a interface entre o ar e um líquido desconhecido, mudando sua direção conforme mostra a figura abaixo. Sabendo que o índice de refração do ar é 1, calcule o índice de refração do líquido. Dados: sen35º = 0,57 e sen20º = 0,34.

O raio de luz atravessa a interface entre dois meios e sofre refração

 

04) (Fei) A luz atravessa um material feito de plástico com velocidade v = 1,5 x 108 m/s. Sabendo que a velocidade da luz no vácuo é 3,0 x 108 m/s, calcule o índice de refração do plástico.

 

05) (UFAL) A figura representa um feixe de raios paralelos incidentes em uma superfície S e os correspondentes raios emergentes:

Essa figura ilustra o fenômeno óptico da:

a) dispersão.

b) reflexão difusa.

c) refração.

d) difração.

e) reflexão regular.

 

GABARITO: 01E – 02B – 03[nliquido = 1,67] – 04[n = 2] - 05B.

 

 

VELOCIDADE DA LUZ

Velocidade da luz - A velocidade da luz depende do meio em que ela se propaga. Porém adotamos uma constante quando nos referimos a aplicações a diversos outros fenômenos eletromagnéticos como raios-x, raios gama, ondas de rádio e tv, é caracterizada pela letra c, e tem um valor aproximado de 300 mil quilômetros por segundo, ou seja:

c = 3 . 105 km/s 

ou  

c = 3. 108 m/s.

No entanto, nos meios materiais, a luz se comporta de forma diferente, já que interage com a matéria existente no meio. Em qualquer outro meio que não seja o vácuo,  a velocidade da luz v é menor que c.

Observação: em meios diferentes do vácuo também diminui a velocidade conforme aumenta a frequência. Assim a velocidade da luz vermelha é maior que a velocidade da luz violeta etc.

 

 

DIOPTRO PLANO

Dioptro Plano - É um sistema óptico constituído por dois meios transparentes, homogêneos e distintos. Os dioptros podem ser: planos, esféricos etc.

Um dioptro plano constituído por uma superfície plana que separa os dois meios. O exemplo mais simples de um dioptro plano é o par de meios “ar e água”, a partir do qual se estudará a vista do ponto imagem virtual P’ de um objeto real P, por um observador O fora d’água e vice-versa.

Um observador vê o peixe mais próximo da superfície por causa da refração da luz na água

 

Reflexão -  E um fenômeno óptico que ocorre com a luz quando ela muda de meio de propagação como, por exemplo, ar e água. É importante ficar bem claro que esse acontecimento só ocorre quando o feixe de luz se propaga com velocidade diferente nos dois meios.

   

   

 

 

REFLEXÃO DA LUZ

O Sol já desceu no horizonte e não está mais visível a nós, mas por causa da curvatura da Terra, ele ainda continua iluminando a atmosfera, também graças às propriedades de refração da luz.

 

Observação: No século XVII o matemático e astrônomo holandês Snell descobriu uma lei que possibilita calcular o ângulo de refração como também o índice de refração do meio. Em sua homenagem essa lei ficou conhecida com Lei de Snell.

 

Leis da Reflexão

 

      

 

 

EXERCÍCIOS - DIOPTRO PLANO

01) Seja F (figura abaixo) uma fonte sonora ou luminosa que emite ondas em direção ao dióptro AR – ÁGUA, conforme esquema:

 

Podemos afirmar que:

a) Se F for fonte luminosa, o caminho provável dos raios será próximo de F I B.

b) Se F for fonte sonora, o caminho provável das onda será próximo de F I B.

c) Independentemente do fato de a fonte F ser luminosa ou sonora, o caminho das ondas será F I A.

d) Se F for fonte luminosa ou sonora, as ondas farão o caminho F I B.

e) Se F for fonte sonora não ocorrerá o fenômeno de refração.

 

02) (UNIFOR) Para responder à questão que segue, utilize o esquema e as informações abaixo.

S – representa a superfície de separação entre os meios transparentes e homogêneos I e II. r1, r2 e r3 – representam raios luminosos

 

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da seguinte frase:

Se r1, r2 e r3 forem, respectivamente, raios ____________, ____________ e ____________, o meio I é mais  _______________ que o meio II.

a) incidente – refletido – refratado – refletor

b) refratado – incidente – refletido – refringente

c) incidente – refletido – refratado – refringente

d) refletido – refratado – incidente – refringente

e) refletido – refratado – incidente – refletor

 

03) (UFF) Um raio de luz monocromática atravessa três meios ópticos de índices de refração absolutos n1, n2 e n3,  conforme a figura:

Sendo paralelas as superfícies de separação do meio 2 com os outros dois meios, é correto afirmar que:

a) n1 > n2 > n3

b) n1 > n3 > n2

c) n2 > n3 > n1

d) n2 > n1 > n3

e) n3 > n1 > n2

 

04) (UEL – PR) A figura abaixo representa um raio de luz que passa do ar para um cristal transparente de índice de refração 1,5 em relação ao ar. O seno do maior ângulo de refração (r) que pode ser obtido nesse sistema tende a:

a) 0

b) 0,20

c) 0,50

d) 0,67

e) 1,0

 

GABARITO: 01B - 02B - 03B - 04D.

 

 

AbsorçãoÉ o fenômeno onde as superfícies absorvem parte ou toda a quantidade de luz que é incidida.

  

 

RESUMO:

 

EXERCÍCIOS – DIOPTRO PLANO

01) (Vunesp) Considere um peixe a uma profundidade de 1,0m e um observador fora d’água, com os olhos a uma distância de 1,0m da superfície da água, conforme mostra o esquema:

Sendo o índice de refração absoluto da água igual a 4/3, determine:

a) Para o observador, qual a distância aparente entre seu olho e o peixe?

b) Para o peixe, qual a sua distância aparente ao olho do observador?

 

02) (PUC) Se quisermos atingir, com um tiro de revólver, um peixe parado a uma certa profundidade em um tanque (admitindo que o cano da arma é colocado obliquamente à superfície da água e que a trajetória da bala é retilínea), devemos:

a) apontar diretamente para o ponto onde o peixe parece estar;

b) apontar um pouco acima do ponto onde o peixe parece estar;

c) apontar um pouco abaixo do ponto onde o peixe parece estar;

d) apontar muito acima do ponto onde o peixe parece estar;

e) apontar muito abaixo do ponto onde o peixe parece estar.

 

03) (Unesp) Um tijolo encontra-se no fundo de uma piscina na qual a profundidade da água é 2,8m. O índice de refração absoluto da água é 4/3. Um observador fora da água, na vertical que passa pelo objeto, visa o mesmo.

Determinar a elevação aparente do tijolo.

a) 0,30m

b) 0,60m

c) 0,90m

d) 0,70m

e) 0.80m

 

04) (UFMG) Qual a alternativa que melhor explica porque a profundidade aparente de uma piscina é menor do que a real?

a) A luz refletida na superfície da água é perturbada pela luz refletida pelo fundo da piscina.

b) A luz refletida pela superfície da água sofre refração no ar.

c) A luz refletida pelo fundo da piscina sofre reflexão total na superfície da água.

d) A luz refletida pelo fundo da piscina sofre refração ao passar da água para o ar.

e) A luz é refratada ao passar do ar para a água.

 

05) (UFCE) Coloca-se água num aquário de modo a ocupar 60cm de sua altura. Quando visto verticalmente de cima para baixo, a água parece ocupar uma altura diferente h. Supondo que a velocidade de propagação da luz no ar seja de 3,00 . 105km/s e na água, de 2,25 . 105km/s, determine a altura aparente h.

a) 30cm

b) 65cm

c) 90cm

d) 70cm

e) 45cm

 

06) (MACKENZIE) De acordo com o desenho a seguir, consideremos para um determinado instante a seguinte situação:

 

Admitindo-se que:

1) A seja uma andorinha que se encontra a 10m da superfície livre do líquido;

2) P seja um peixe que se encontra a uma profundidade h da superfície S;

3) n = 1,3 seja o índice de refração absoluto da água.

Podemos afirmar que:

a) o peixe verá a andorinha só se estiver a 10m de profundidade;

b) o peixe verá a andorinha a uma altura aparente de 5,0m;

c) o peixe verá a andorinha a uma altura aparente de 13m acima da superfície da água;

d) o peixe não verá a andorinha, pois a luz não se propaga de um meio mais refringente para outro de menor

refringência;

e) o peixe verá a andorinha a uma altura aparente de 26m

 

07) (UFBA) Um helicóptero faz um vôo de inspeção sobre as águas transparentes de uma certa região marítima e detecta um submarino a uma profundidade aparente de 450m no momento em que seus centros estão unidos pela mesma vertical. O índice de refração absoluto da água do mar é 1,5 e o do ar é 1,0.

 

Determinar a profundidade do submarino.

a) 375m

b) 625m

c) 675m

d) 700m

e) 325m

 

08) (PUCC) Um peixe está parado a 1,2m de profundidade num lago de águas tranqüilas e cristalinas. Para um pescador, que o observa perpendicularmente à superfície da água, a profundidade aparente em que o peixe se encontra, em m, é de:

 

Dado: Índice de refração da água em relação ao ar =  4/3

a) 0,30

b) 0,60

c) 0,90

d) 1,2

e) 1,5

 

09) (FESP – PE) No perfil do recipiente da figura, a largura e a altura estão na razão 3/4. A é um ponto luminoso; P1 e P2 são as posições onde se coloca o observador. Com base nas informações dadas pelos desenhos, o índice de refração absoluto do líquido vale:

  

GABARITO: 01[a) 1,75m], [b) 2,33m] - 02C - 03D - 04D - 05E - 06C -07C - 08C - 09D.

 

 

Difração - É a propriedade que as ondas têm de contornar obstáculos ou passar por um orifício quando são parcialmente interrompidas por ele. Ou seja, é a passagem de uma onda lumiosa por uma fenda.

Observação: Essa propriedade dos movimentos ondulatórios foi estudada no ano de 1803, pelo médico, físico e cientista inglês Thomas Young, o qual se tornou muito famoso por ter conseguido obter interferência com a luz. Durante um experimento, Young demonstrou que a luz é um movimento ondulatório e que também sofre difração ao passar por um pequeno orifício. De modo, a provar que a difração também acontecia com a luz, Thomas fez com que feixes de luz passassem por uma pequena e estreita abertura e com um anteparo localizado do outro lado ele viu que não aparecia somente uma linha reta, mas um conjunto de várias faixas com diferentes intensidades. Dessa forma, ele acabou por mostrar que a luz, assim como os outros fenômenos ondulatórios, sofria o fenômeno da difração.

 

Interferência - É um fenômeno típico dos movimentos ondulatórios, ou seja, pode-se obter a interferência com duas ou mais fontes luminosas ou fontes sonoras como, por exemplo, o alto-falante. Esse acontecimento ocorre de acordo com o princípio da superposição de ondas, e pode ser classificado em interferência construtiva e interferência destrutiva.

Interferência construtiva - ocorre quando as ondas tem a mesma fase e possui caráter de reforço, ou seja, há a formação de uma onda maior que as que deram origem.

Interferência destrutiva – ocorre quando as ondas não tem a mesma fase e possui caráter de aniquilação.

 

No ramo das telecomunicações, o estudo da interferência é muito importante, pois esse fenômeno é um dos fatores responsáveis pela limitação no tráfego das informações, produzindo ruídos e outros tipos de interferências que podem ser reduzidos com certos tipos de modulação. Esse fenômeno também ocorre nas bolhas de sabão: o feixe luminoso ao incidir na bolha sofre interferência tanto na superfície superior quanto na inferior. Em virtude disso, surgem regiões escuras que são as zonas de interferência destrutiva e as regiões claras que correspondem às zonas de interferência construtiva.

 

Polarização - A luz natural que antes se propagava em todos os planos, agora passa a se propagar em um único plano. 

Polarização da luz solar por reflexão em um lago

 

O que é uma luz polarizada? É um conjunto de ondas eletromagnéticas que se propagam em apenas uma direção. 

O que é uma luz não polarizada? É um conjunto de ondas eletromagnéticas que se propagam em todas as direções. 

Os polarizadores funcionam como uma fenda permitindo que a luz passe somente em um plano. Se acontecer de dois polarizadores estarem alinhados na mesma direção, a luz passa pelo primeiro, mas no segundo não se vê nada, pois não haverá emergência de luz. O acontecimento da polarização da luz dá evidências claras de que ela é formada por ondas transversais.

 

Dessa maneira, esse fenômeno só pode acontecer com esse tipo de onda, assim podemos concluir que com as ondas sonoras não acontece polarização, pois as mesmas são do tipo longitudinal.

 

 

EXERCÍCIOS – DIFRAÇÃO E POLARIZAÇÃO

01) (UFRN) Rotineiramente, observa-se que a luz solar, quando refletida pela face gravada de um CD (Compact Disc), exibe as cores correspondentes ao espectro da referida luz.

Tal fenômeno ocorre porque, nesse caso, o CD funciona como:

a) rede de difração

b) placa polarizada

c) prisma refrator

d) lente refletora

 

02) (UFABC) Os óculos de sol são usados para diminuir a intensidade da luz solar que chega aos olhos. Para tanto, as lentes de alguns óculos possuem filtros que impedem a propagação de parte da luz incidente, permitindo apenas que os raios que vibram em determinada direção os atravessem.

 

O fenômeno citado no texto e mostrado na figura, exclusivo de ondas transversais, é denominado de:

a) dispersão

b) difração

c) refração

d) reflexão

e) polarização

 

03) (Unesp) Um estudante de Física dispõe de uma fonte de luz de comprimento de onda igual a 5,4 x 10 – 7 m colocada à frente de uma rede de difração de 4000 linhas por centímetro.

Determine os ângulos θ correspondentes às duas primeiras linhas brilhantes projetadas em uma parede.

a) 45° e 15°

b) 5° e 25°

c) 13° e 25°

d) 35° e 15°

 

04) (Fuvest) Thomas Young (1773-1829) fez a luz de uma fonte passar por duas fendas paralelas antes de atingir um obstáculo e observou no anteparo o surgimento de regiões claras e escuras.

 

Marque a alternativa verdadeira a respeito desse fenômeno

a) Trata-se do fenômeno da refração, em que a luz tem condição de passar por obstáculos.

b) Trata-se do fenômeno da difração, que ocorre somente com ondas mecânicas.

c) Trata-se do fenômeno da difração, em que, após a passagem por pequenos obstáculos, as ondas tendem a contorná-lo.

d) Trata-se do fenômeno da polarização, em que, após a passagem por pequenos obstáculos, as ondas tendem a contorná-lo.

e) Trata-se do fenômeno da difração, em que, após a passagem por pequenos obstáculos, as ondas mecânicas tendem a contorná-lo.

 

GABARITO: 01A – 02E – 03C – 04C - 05 – 06 – 07– 08 – 09 – 10

 

 

Corpo Negro - É um objeto hipotético que absorve toda a radiação eletromagnética que nele incide: nenhuma luz o atravessa e nem é refletida. Um corpo com essa propriedade, em princípio, não poderia ser visto, daí o nome corpo negro. Apesar do nome, corpos negros emitem radiação, o que permite determinar sua temperatura.

Em equilíbrio termodinâmico, um corpo negro ideal irradia energia na mesma taxa que a absorve, sendo essa uma das propriedades que o tornam uma fonte ideal de radiação térmica. Na natureza não existem corpos negros perfeitos, já que nenhum objeto consegue ter absorção e emissão perfeitas.

Independente da sua composição, verifica-se que todos os corpos negros à mesma temperatura T emitem radiação térmica com mesmo espectro. Do mesmo modo, todos os corpos, com temperatura acima do zero absoluto, emitem radiação térmica.

Conforme a temperatura da fonte luminosa aumenta, o espectro de corpo negro apresenta picos de emissão em menores comprimentos de onda, partindo das ondas de rádio, passando pelas micro-ondas, infravermelho, luz visível, ultravioleta, raios x e radiação gama. Em temperatura ambiente (cerca de 300 K), corpos negros emitem na região do infravermelho do espectro.

À medida que a temperatura aumenta algumas centenas de graus Celsius, corpos negros começam a emitir radiação em comprimentos de onda visíveis ao olho humano (compreendidos entre 380 a 780 nanometros).

Observação: a cor com maior comprimento de onda é o vermelho, e as cores seguem como no arco-íris, até o violeta, que tem o menor comprimento de onda do espectro visível.

 

Exemplo - 1

 

 

Exemplo - 2

 

 

RAIO DE LUZ

Feixe e Pincel de luz

 

Feixe ou Pincel de Luz

 

 

ESPELHO

Espelho - É toda superfície que reflete a luz. Os espelhos podem  ser: Espelhos Planos ou Espelho Curvos

 

 

 

Espelhos planos

 

Imagens formada por espelhos planos

No espelho e atingem nossos olhos. Assim, recebemos raios luminosos que descreveram uma trajetória angular e temos a impressão de que são provenientes de um objeto atrás do espelho.

 

 

Características da Imagens formadas por ESPELHOS PLANOS são sempre:

  • Virtual: formada atrás do espelho.
  • Direita: mesma posição do objeto original.
  • Igual ao objeto: mesmo tamanho do objeto original.
  • Distância do objeto ao espelho é igual a distância do espelho a imagem.
  • A velocidade de aproximação e/ou afastamento do objeto ao espelho é igual ao velocidade de aproximação e/ou afastamento da imagem ao espelho.

 

Observação: um espelho plano causa a inversão da imagem do sentido (esquerda – direita), originado imagens de letras ao contrário, por exemplo.

 

Espelhos Esféricos

Espelho côncavo - É aquele cuja superfície espelhada (polida) é a superfície interna da casca esférica, como é o caso dos espelhos de estojos de maquiagem.

 

 

Espelho convexo - É aquele cuja superfície espelhada (polida) é a superfície externa da casca esférica, como é o caso dos utilizados em alguns tipos de espelhos retrovisores e espelhos utilizados em supermercados e farmácias.

           

 

Os principais elementos de um espelho esférico.

Raio de curvatura (R) de um espelho esférico é a medida do raio da casca esférica original do espelho, ou seja, representa a distância do centro de curvatura até o vértice do espelho.

Centro de curvatura  (C) coincide com o centro da casca esférica que originou o espelho.

Foco (F) é o ponto médio do segmento que une o centro de curvatura e o vértice e é por onde são refletidos a maior parte dos raios.

Distância focal  (f) é a medida da distância entre o foco e o vértice. Como o foco está situado no ponto médio do eixo centro – vértice, pode-se afirmar que a sua medida é a metade da medida do raio de curvatura.

Vértice (V) é o ponto tangencial à circunferência do espelho que marca a interseção entre  o espelho e o eixo do mesmo.

Eixo do espelho  (e) é a linha de centro que une o foco, o centro de curvatura e o vértice do espelho.

 

 

Formação de imagens formada por espelhos CURVOS

Ao contrário dos espelhos planos, os espelhos esféricos formam imagens de tamanhos diferentes do tamanho do objeto. Enquanto o espelho convexo forma imagens sempre menores que o objeto, o espelho côncavo forma imagens de diferente tamanhos, dependendo da posição em que o objeto é colocada sobre o seu eixo.

 

Espelhos Convexos - Fornece apenas um tipo: Imagem virtual, direita e menor que o objeto.

Para determinarmos como são formadas as imagens em um espelho convexo, devemos conhecer o comportamento dos raios de luz incidentes, ou seja, quando atingem a superfície do espelho e refletem as imagens. 

 

 

Espelhos Côncavos - Nestes espelhos, o tipo de imagem Depende da posição na qual o objeto é colocado que pode ser: em relação ao centrofoco vértice do espelho. Ou seja, fornece 5 tipos de imagens.

 

Vejamos cada caso:

1) Objeto real - objeto colocado antes do centro de curvatura: Imagem real, invertida e menor que o objeto.

   

 

2) Objeto real - objeto colocado no centro de curvatura: Imagem real, invertida e do mesmo tamanho do objeto.

3) Objeto real - objeto colocado entre o centro de curvatura e o foco: Imagem real, invertida e maior que o objeto.

4) Objeto real - objeto colocado no foco: Imagem imprópria, ou seja, localizada no infinito. Ou seja, não forma imagem.

5) Objeto real - objeto colocado entre o foco e o vértice: Imagem virtual (atrás do espelho), direita e maior que o objeto.

 

Equação de Gauus - Um objeto pode ser real ou virtual. No caso dos espelhos, dizemos que o objeto é virtual se ele se encontra “atrás” do espelho. No caso de espelhos esféricos a imagem de um objeto pode ser maior, menor ou igual ao tamanho do objeto. A imagem pode ainda aparecer invertida em relação ao objeto. Se não houver sua inversão dizemos que ela é direita.

 

 

 

Equação de Gauss

 

 

SOMBRA E PENUMBRA

Formação de Penumbra e Sombra:

 

Comportamento de um raio de luz no interior de uma fibra óptica:

 

 

 

 

Numero de imagens formadas por dois espelhos planos.

      

n = número de imagens.

α = ângulo entre os espelhos

 

 

 

LENTES

São objetos comuns utilizados em óculos, projetores, máquinas fotográficas e de filmar, etc. São portanto muito úteis e é importante conhecer o seu funcionamento. Uma lente provoca uma mudança de direção nos raios de luz que nela incidem.

As Lentes Esféricas podem ser de dois tipos:

As lentes são dispositivos ópticos que funcionam por refração da luz e são muito utilizadas no nosso dia a dia, como nos óculos, nas lupas, nas câmeras fotográficas, nas filmadoras e em telescópios. O material que as constitui normalmente é o vidro, mas o plástico também pode ser utilizado. As principais características desses dispositivos são a transparência e a superfície esférica.

 

De acordo com a curvatura apresentada, as lentes esféricas podem ser classificadas como:

 

 

Lentes Divergentes - Nestas lentes, os raios de luz incidem paralelos ao eixo principal, eles sofrem dupla refração e se espalham. Como o foco dessas lentes é formado pelo encontro de projeções dos raios de luz incidentes, ele é classificado como virtual.

 

Lentes Convergentes – Nestas lentes, os raios de luz incidem paralelos ao eixo principal e, após sofrerem refração, se concentram em um único ponto, este ponto é o foco. O foco das lentes convergentes é classificado como foco real, pois é fruto do encontro dos raios de luz refratados.

 

Elementos das lentes esféricas - O que caracteriza uma lente esférica são os seus elementos geométricos, que são:

C1 e C2: centros de curvatura das faces esféricas;

R1 e R2: raios de curvatura das faces esféricas;

Eixo principal da lente: onde estão contidos C1 e V1;

e: espessura da lente;

V1 e V2: Vértices da lente.

 

Dioptria  - É uma unidade de medida que se refere ao poder de refração das lentes em um sistema óptico, ou seja, o famoso “grau” dos óculos popularmente conhecido. Assim temos que 1 grau é igual a 1 dioptria.

Para entendermos melhor como é calculado a dioptria é interessante conhecermos um pouco de curvaturas. Segue abaixo na figura 1 três ilustrações que nos ajudarão a compreender:

 

 Ilustração de um segmento de reta, curva e circunferência de raio (R).

 

Visivelmente percebemos que a diferença entre o segmento de reta (AB) e a curva (C), é justamente a curvatura, ou seja, para o segmento de reta (AB) a curvatura é igual a zero e a curvatura da curva (C) é diferente de zero. 

Onde R é o valor do raio da circunferência e C representa o valor da curvatura. Podemos concluir então que a curvatura de uma curva é definida como o inverso do raio, assim temos que o valor de curvatura é menor que 1 e quanto maior for o raio será menor a curvatura.

 

 

O calculo da dioptria é muito parecido com o da curvatura, no entanto, apenas alteramos o raio da equação (1) para a distância focal (f), assim teremos que a dioptria será o inverso da distância focal da lente, para esse calculo temos que a unidade de medida da dioptria é o inverso do metro (m-1).

 

Assim podemos dizer então que, uma lente convergente de distância focal igual a 1 m, terá a potência de 1 dioptria. Se a distância focal for de 0,5 m, a potência será de 2 dioptrias.

 

O olho de um ser humano tem a distância focal de aproximadamente 17 mm, dependo da deficiência na visão de uma pessoa, existe a necessidade de uma maior ou menor distância focal para que os raios luminosos possam convergir sobre a retina, essa correção é feita com a utilização das lentes.

 

 

 

 

Imagem formada por lentes esféricas

  

 

 

 

 

Imagens das lentes convergentes

As lentes esféricas, as convergentes formam 5 tipos distintos de imagens:

A - Quando o objeto é posicionado antes do ponto antiprincipal, a lente forma uma imagem real, invertida e menor que o objeto.

Exemplo: Máquina fotográfica e olho humano.

Objeto antes do ponto antiprincipalB - Quando o objeto  é posicionado sobre o ponto antiprincipal, a lente forma uma imagem real, invertida e igual ao objeto.

Exemplo:  Máquinas de fotocópia

Objeto sobre o ponto antiprincipal

C - Quando o objeto  é posicionado entre o ponto antiprincipal e o foco da lente, a imagem formada é real, invertida e maior que o objeto.

Exemplo: Projetores

Objeto entre o ponto antiprincipal e o foco

D - Quando o objeto é posicionado sobre o foco da lente, não forma imagem, pois os raios refratados são paralelos e nunca se cruzam para formar uma imagem do objeto.

Objeto sobre o foco

E - Quando o objeto é posicionado entre o foco e o centro óptico da lente, sua imagem  é Virtual, direita e maior que o objeto.

Exemplo de equipamento: Lupas.

Objeto entre o foco e o centro óptico

 

Imagem da lente divergente

As lentes divergentes são capazes de formar apenas um tipo de imagem, pois, qualquer que seja a posição de um corpo diante de uma lente divergente, sua imagem é virtual, direita e menor que o objeto

Exemplo de utilização: Lentes desse tipo são utilizadas para a correção da miopia. Imagem da lente divergente

 

 

Lentes de contato - São dispositivos médicos colocados diretamente na superfície dos olhos para corrigir a visão. Elas podem corrigir problemas de visão à longa ou curta distância (miopia, hipermetropia e astigmatismo) e os problemas de visão para perto relacionados à idade (presbiopia).

O princípio das lentes de contato é o mesmo dos óculos. Elas desviam a luz e a redirecionam para sua retina para dar a você uma visão mais nítida.

 

 

Do que são feitas as lentes de contato? Hoje em dia, a maioria das pessoas usa lentes de contato gelatinosas, feitas, a princípio, de um material rico em umidade chamado hidrogel. Estas lentes permitem que o oxigênio atravesse sua superfície e chegue até seus olhos, mantendo-os saudáveis e com sensação de frescor.  Existem diferentes tipos de lentes de contato disponíveis que se adequam a sua visão e estilo de vida. Seu oftalmologista pode ajudá-lo a escolher o tipo certo para você.

 

 

POR QUE VEMOS OS OBJETOS? 

 

  

Imagem formada no olho humano -  Quando olhamos na direção de algum objeto, a imagem atravessa a córnea e chega à íris, que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila. Quanto maior a pupila, mais luz entra no olho. Passada a pupila, a imagem chega ao cristalino, e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida, e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados pelo cérebro.

 

 

 

 

CÂMARA ESCURA

Câmara escura - Foi a primeira grande descoberta da fotografia. É uma caixa composta por paredes opacas, que possui um orifício em um dos lados, e na parede paralela a este orifício, uma superfície fotossensível é colocada.

O funcionamento da câmara escura é de natureza física. O princípio da propagação retilínea da luz permite que os raios luminosos que atingem o objeto e passem pelo orifício da câmara sejam projetados no anteparo fotossensível na parede paralela ao orifício. Esta projeção produz uma imagem real invertida do objeto na superfície fotossensível. Quanto menor o orifício, mais nítida é a imagem formada, pois a incidência de raios luminosos vindos de outras direções é bem menor.

 

Máquina fotográfica - Inspirado no funcionamento do olho o homem criou a máquina fotográfica. Portanto, em nossos olhos a córnea funciona como a lente da câmera, permitindo a entrada de luz no olho e a formação da imagem na retina. No século XIV já se aconselhava o uso da Câmara Obscura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci (1452-1519) fez uma descrição da Câmara

 

 

 

 

Oi, este olhar tem zap? rsrs

 

COMPONENTES DO OLHO HUMANO

Cílios - São pelos localizados na borda da pálpebra e servem para proteger o olho de materiais em suspensão no ar, como a poeira.

 

Conjuntiva - Membrana transparente que reveste a parte anterior do olho e a superfície interior das pálpebras.

 

Córnea - É o tecido transparente que cobre a pupila, a abertura da íris. Junto com o cristalino, a córnea ajusta o foco da imagem no olho.

 

Coróide - Camada média do globo ocular. Constituída por uma rede de vasos sangüíneos, ela supre a retina de oxigênio e outros nutrientes.

 

Corpo Ciliar - Localizado atrás da íris o corpo ciliar é responsável pela formação do humor aquoso e pela acomodação, ou seja, mobilidade do cristalino.

 

Cristalino - Lente transparente e flexível, localizada atrás da pupila. Funciona como uma lente, cujo formato pode ser ajustado para focar objetos em diferentes distâncias, num mecanismo chamado acomodação.

 

Esclera - Camada externa do globo ocular – parte branca do olho. Semi-rígida, ela dá ao globo ocular seu formato e protege as camadas internas mais delicadas.

 

Fóvea Central - Porção de cada um dos olhos que permite perceber detalhes dos objetos observados. Localizada no centro da retina, é muito bem irrigada de sangue e possibilita, através das células cônicas, a percepção das cores.

 

Humor Aquoso - Líquido transparente que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino, sua principal função é nutrir estas partes do olho e regular a pressão interna.

 

Humor Vítreo - Líquido que ocupa o espaço entre o cristalino e a retina

 

Íris - É um fino tecido muscular que tem, no centro, uma abertura circular ajustável chamada de pupila

 

Mácula Lútea - Ponto central da retina. É a região que distingue detalhes no meio do campo visual.

 

Músculos Ciliares - Ajustam a forma do cristalino. Com o envelhecimento eles perdem sua elasticidade, dificultando a focagem dos objetos próximos e provocando presbiopia.

 

Músculos Extrínsecos - Conjunto de seis músculos responsáveis pelo movimento dos olhos. Trabalham em sincronismo, entre si, propiciando a movimentação simultânea dos olhos. Caso ocorra alguma alteração neste sincronismo teremos a deficiência ocular chamada estrabismo.

 

Nervo Óptico - É a estrutura formada pelos prolongamentos das células nervosas que formam a retina. Transmite a imagem capturada pela retina para o cérebro.

 

Pálpebras - Consideradas anexos oculares, tem como função proteger o olho na sua parte mais anterior. Através da sua movimentação (piscar), espalha a lágrima produzida pelas glândulas lacrimais, umedecendo e nutrindo a córnea e retirando substâncias e stranhas que tenham alcançado o olho

 

Pupila - Controla a entrada de luz: dilata-se em ambiente com pouca claridade e estreita-se quando a iluminação é maior. Esses ajustes permitem que a pessoa enxergue bem à noite e evitam danos à retina quando a luz é mais forte.

 

Retina - Sua função é receber ondas de luz e convertê-las em impulsos nervosos, que são transformados em percepções visuais.

Texto: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Site: www.cbo.com.br

 

EXERCÍCIOS – HOLHO HUMANO

01) (Osec-SP) Na espécie humana, a cor dos olhos se deve à pigmentação da(o):

a) Retina;

b) Córnea;

c) Íris;

d) Pupila;

e) Cristalino.

 

02) (Ufes) A visão em ambientes de pouca luminosidade é feita no homem:

a) Por todas as células fotorreceptoras;

b) Somente pelos cones, o que dá maior acuidade visual;

c) Pelos bastonetes;

d) Por bastonetes e principalmente pelos cones, pois ambos recebem estímulos luminosos;

e) Por todas as células existentes no cristalino.

 

03) (FURRN) Quando o eixo ântero-posterior do olho é alongado, a imagem forma-se antes da retina. Essa anomalia do aparelho da visão é conhecida como:

a) Presbiopia

b) Hipermetropia

c) Miopia

d) Astigmatismo

e) Estrabismo

 

04) (Metodista) A retina é a camada que reveste internamente a câmara ocular e é composta por dois tipos de células, os cones e os bastonetes.

 

De acordo com os seus conhecimentos sobre os cones, marque a alternativa incorreta.

a) Os cones são células menos sensíveis à luz.

b) Os cones são estruturas que possuem a capacidade de discriminar diferentes comprimentos de onda, permitindo a visão em cores.

c) Há três tipos diferentes de cones no olho humano, sendo que cada um contém um tipo de pigmento.

d) Em ambientes poucos iluminados apenas os cones são estimulados.

 

05) (PUC) Observe as imagens a seguir e marque a alternativa correta:

a) I. Olho normal; II. Olho com miopia; III. Olho com hipermetropia;

b) I. Olho com hipermetropia; II. Olho normal; III. Olho com miopia;

c) I. Olho com miopia; II. Olho com hipermetropia; III. Olho normal;

d) I. Olho com miopia; II. Olho normal; III. Olho com hipermetropia;

e) I. Olho normal; Olho com hipermetropia; III. Olho com miopia.

 

06) (Fuvest) Observe a anatomia do olho e marque a alternativa correta.

a) I. Córnea; II. Íris; III. Cristalino; IV. Nervo óptico; V. Retina;

b) I. Retina; II. Cristalino; III. Nervo óptico IV. Íris; V. Córnea;

c) I. Córnea; II. Retina; III. Cristalino; IV. Nervo óptico; V. Íris;

d) I. Cristalino; II. Íris; III. Nevo óptico; IV. Córnea; V. Retina;

e) I. Córnea; II. Cristalino; III. Íris; IV. Nervo óptico; V. Retina.

 

07) (UFF) Quando se menciona a “cor dos olhos” de uma pessoa, está-se fazendo referência à coloração da estrutura do globo ocular denominada:

a) pupila.

b) cristalino.

c) córnea.

d) íris.

e) globo ciliar.

 

08) (PUC) O olho é a estrutura responsável por receber o estímulo luminoso e, consequentemente, garantir a nossa visão. A camada responsável por captar os estímulos é chamada de retina e nela são encontrados dois tipos de receptores. Quais são eles?

a) quimiorreceptores e mecanorreceptores.

b) cones e bastonetes.

c) cóclea e ponto cego.

d) pupila e íris.

e) córnea e lente.

 

09) (Fei) Na íris, é possível perceber uma pequena abertura que controla a quantidade de luz que entra no olho. Essa abertura, que muda de tamanho de acordo com a luminosidade do ambiente, é chamada de:

a) pupila.

b) cristalino.

c) córnea.

d) íris.

e) humor aquoso.

 

10) (Vunesp) A visão é determinada pelos olhos, que são estruturas responsáveis por captar os estímulos luminosos. Os receptores responsáveis por captar a luz são chamados de:

a) fotorreceptores.

b) mecanorreceptores.

c) quimiorreceptores.

d) termorreceptores.

e) propriorreceptores.

 

11) (UFG-GO) Leia o texto.

Mutirão de cirurgia de catarata foi prorrogado pela SESAB

Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que a cada ano, no Brasil, são registrados em torno de 120 mil novos casos de catarata, condição que pode levar à cegueira, mas é reversível mediante cirurgia. A doença afeta o cristalino, provocando dificuldades de visão, mas, na maioria dos casos, avança de forma lenta.

Disponível em: <http://www.saude.ba.gov.br/noticias> Acesso em: 11 set. 2007.

Uma pessoa submetida a essa cirurgia tem o cristalino substituído por uma outra lente intraocular que permite

a) convergir os raios de luz, possibilitando a formação da imagem na retina.

b) responder aos estímulos luminosos de baixa e alta intensidades.

c) regular a quantidade de luz que incide sobre o globo ocular.

d) lubrificar o globo ocular devido à produção de fluido lacrimal.

e) promover barreira física externa de proteção ao globo ocular.

 

GABARITO: 01C – 02C – 03C – 04D – 05B – 06A – 07A – 08B – 09A – 10A – 11A.

 

 

DEFEITOS DA VISÃO

 

Presbiopia (“vista cansada”) - A capacida­de do cristalino de alterar seu poder de refração (aco­modação) tende a diminuir com a idade, à medida que ele perde sua elasticidade.

Essa alteração caracteriza a presbiopia, que atinge a maioria das pessoas com mais de quarenta anos. A focalização de objetos próximos fica difícil e pode ser corrigida com o uso de lentes conver­gentes.

 

Hipermetropia - Problema decorrente do fato de o diâmetro do globo ocular ser pequeno demais ou de o sistema de lentes ter pouca refração. Em ambos os casos, os raios luminosos não são desviados o suficiente para que sejam focalizados sobre a retina (teo­ricamente, a imagem se formaria em um ponto depois da retina). Quando o objeto está longe, a pessoa ainda pode focalizá-lo usando seu poder de acomodação (aumentando a convergência do cristalino). Para objetos próximos é necessário um grande aumento de refração, acima da capacidade de acomodação do olho. Consequentemente, o hipermetrope enxerga mal de perto. A correção da visão é feita com lentes convergentes, que desviam os raios luminosos de maneira que eles se aproximem, isto é, convirjam.

 

Miopia - Em geral, é causada por um globo ocular muito alongado ou por grande poder de refração do sistema de lentes. Os raios luminosos são focalizados em um ponto antes da retina, onde, se hou­vesse um anteparo, seria formada uma imagem. Quando o objeto está perto, a acomodação ainda con­segue resolver o problema, mas, à medida que a distân­cia aumenta, o cristalino não pode diminuir mais a sua convergência, e o míope passa a ter dificuldade para enxergar de longe. A correção da visão é feita com lentes divergentes, que desviam os raios luminosos de maneira que eles se afastem uns dos outros, formando um feixe divergente.

 

Astigmatismo - É consequência de um formato irregular da córnea ou do cristalino, que desviam os raios luminosos de maneira diferente e a imagem fica fora de foco em algumas direções. A cor­reção é feita com lentes cilíndricas que tenham curvaturas desiguais e compensem a curvatura desigual do olho.

 

Daltonismo - De origem genética, afeta os cones, e a pessoa não consegue distinguir certas cores. A mais comum é a dificuldade de distinguir o vermelho e o verde, provocada pela ausência dos cones responsáveis por essas cores.

Oservação: se você, daltônico, não consegue diferenciar um certo vermelho de um marrom, mas vê claramente a diferença entre um triângulo e dois triângulos com um risco ao ...

 

Estrabismo - Processo também chamado de vesguice, no qual uma alteração da musculatura do olho afeta a visão binocular normal e a noção de tridimensionalidade. Pode ser corrigido com o uso de óculos ou por cirurgia.

 

 

DOENÇAS DA VISÃO

Glaucoma - Problema em que o humor aquoso se acu­mula, o que provoca aumento da pressão intra-ocular, que pode lesionar o nervo óptico. Por isso, se a doença não for diagnosticada (a medida da pressão intra-ocular feita pelo oftalmologista é usada para identificar indí­cios de glaucoma) e tratada a tempo (com medicamen­tos ou cirurgia), poderá provocar cegueira irreversível (por destruição do nervo óptico).

 

Catarata - Doença em que o cristalino perde parte da transparência, o que dificulta a visão. É mais comum após os cinquenta anos. Pode ser corrigida por meio de cirurgia, na qual se retira o núcleo do cristalino e se coloca em seu lugar uma lente artificial.

 

 

 

Conjuntivite - Trata-se de uma inflamação da conjuntiva, causada por bactérias, vírus, etc. Os olhos costumam ficar avermelhados, e a pessoa pode apresentar uma sensação incômoda, como se tivesse “areia” nos olhos. É importante procurar o médico e não usar colí­rios ou outros medicamentos por conta própria, uma vez que eles podem provocar efeitos indesejados e até outras doenças.

 

EXERCÍCIOS – GLOBO OCULAR HUMANO E DEFEITOS DA VISÃO

01) CESGRANRIO-RJ) A vergência ou “grau” de uma lente de óculos, expressa em dioptrias (di), equivale ao inverso da distância focal (f), medida em metros. Uma pessoa com hipermetropia, para ver com nitidez um objeto colocado a 25 cm de seus olhos, precisa usar óculos de leitura de “grau” 2 di positivas.

 

A distância mínima, em centímetros, para que essa pessoa, quando sem óculos, veja um objeto com nitidez é de

a) 20

b) 30

c) 40

d) 50

e) 80

 

 

02) (PUC-MG) Uma pessoa não consegue ver os objetos, pois a imagem está sendo formada entre o cristalino e a retina.

Para ver a imagem nitidamente, essa pessoa deverá usar óculos:

a) com lentes divergentes.

b) com lentes convergentes.

c) com lentes convergentes e divergentes, simultaneamente.

d) com duas lentes convergentes.

 

03) (UNIFESP-SP) Uma das lentes dos óculos de uma pessoa tem convergência +2,0 di. Sabendo que a distância mínima de visão distinta de um olho normal é 0,25 m, pode-se supor que o defeito de visão de um dos olhos dessa pessoa é

a) hipermetropia, e a distância mínima de visão distinta desse olho é 40 cm.

b) miopia, e a distância máxima de visão distinta desse olho é 20 cm.

c) hipermetropia, e a distância mínima de visão distinta desse olho é 50 cm.

d) miopia, e a distância máxima de visão distinta desse olho é 10 cm.

e) hipermetropia, e a distância mínima de visão distinta desse olho é 80 cm.

 

04) (PUC-MG) Na formação das imagens na retina da visão humana, tendo em vista uma pessoa com boa saúde visual, o cristalino funciona como uma lente:

a) convergente, formando imagens reais, invertidas e diminuídas.

b) convergente, formando imagens reais, direitas e diminuídas.

c) divergente, formando imagens virtuais, invertidas e diminuídas.

d) divergente, formando imagens reais, direitas e diminuídas.

e) divergente, formando imagens reais, invertidas e de mesmo tamanho.

 

05) (UFPEL-RS) O olho humano é um sofisticado sistema óptico que pode sofrer pequenas variações na sua estrutura, ocasionando os defeitos da visão.

Com base em seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir.

I. No olho míope, a imagem nítida se forma atrás da retina, e esse defeito da visão é corrigido usando uma lente divergente.

II. No olho com hipermetropia, a imagem nítida se forma atrás da retina, e esse defeito da visão é corrigido usando uma lente convergente.

III. No olho com astigmatismo, que consiste na perda da focalização em determinadas direções, a sua correção é feita com lentes cilíndricas.

IV. No olho com presbiopia, ocorre uma dificuldade de acomodação do cristalino, e esse defeito da visão é corrigido mediante o uso de uma lente divergente.

 

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

a) I e II

b) III

c) II e IV

d) II e III

e) I e IV

 

 

06) (UFSCAR-SP) Pesquisas recentes mostraram que o cristalino humano cresce durante a vida, aumentando seu diâmetro cerca de 0,02 mm por ano.

Isso acarreta, na fase de envelhecimento, um defeito de visão chamado presbiopia, que pode ser corrigido de forma semelhante

a) à miopia, com uso de lentes divergentes.

b) à miopia, com uso de lentes convergentes.

c) à hipermetropia, com uso de lentes divergentes.

d) à hipermetropia, com uso de lentes convergentes.

e) ao astigmatismo, com uso de lentes convergentes ou divergentes.

 

07) (UFES) Texto de Guimarães Rosa – “Campo geral” (Corpo de baile, 1956):

O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício.

- “Você mesmo quer ir?”

Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava.

De acordo com o Texto, pode-se inferir que Miguilim necessita de óculos para corrigir uma deficiência visual (ametropia). Entre as ametropias estão a miopia e a hipermetropia. Sobre essas ametropias, julgue como verdadeiro (V) ou como falso (F) o que se afirma a seguir.

I – A miopia é um defeito da visão que não permite visão nítida de um objeto distante, pois, estando os músculos ciliares relaxados, o foco imagem do olho está antes da retina, portanto, formando a imagem de um objeto distante antes da retina. (     )

II – A lente corretora da miopia deve ser divergente e um míope não precisa usar lentes para perto. (     )

III – A lente corretora da hipermetropia deve ser convergente. (     )

 

A seqüência CORRETA, de cima para baixo, é

a) F. F. F

b) F, F, V

c) F, V, V

d) V, V, F

e) V, V. V

 

 

08) (UERJ-RJ) No olho humano, a distância da córnea à retina é, em média, de 25,0mm. Para que a focalização da vista passe do infinito para um ponto a 250mm do olho de um observador, a distância focal do sistema córneo-cristalino deve apresentar o seguinte comportamento:

a) diminuir 23mm

b) diminuir 2,3mm

c) permanecer a mesma

d) aumentar 2,3mm

e) aumentar 23mm

 

09) (PUC-SP) José fez exame de vista e o médico oftalmologista preencheu a receita abaixo.

 

Pela receita, conclui-se que o olho:

a) direito apresenta miopia, astigmatismo e “vista cansada”

b) direito apresenta apenas miopia e astigmatismo

c) direito apresenta apenas astigmatismo e “vista cansada”

d) esquerdo apresenta apenas hipermetropia

e) esquerdo apresenta apenas “vista cansada”

 

10) (UFC) As deficiências de visão são compensadas com o uso de lentes. As figuras a seguir mostram as seções retas de cinco lentes.

 

Considerando as representações acima, é correto afirmar que:

a) as lentes I, III e V podem ser úteis para hipermetropes e as lentes II e IV para míopes.

b) as lentes I, II e V podem ser úteis para hipermetropes e as lentes III e IV para míopes.

c) as lentes I, II e III podem ser úteis para hipermetropes e as lentes IV e V para míopes.

d) as lentes II e V podem ser úteis para hipermetropes e as lentes I, III e IV para míopes.

e) as lentes I e V podem ser úteis para hipermetropes e as lentes II, III e IV para míopes.

 

 

11) (Uff-RJ) Algumas escolas estão exigindo avaliação oftalmológica como item de matrícula, objetivando evitar problemas com o aprendizado, tendo em vista que, em muitos casos, o mau aproveitamento escolar do aluno decorre de dificuldades visuais. A miopia é um defeito visual que pode ser causado por uma deformação do globo ocular ou por uma excessiva vergência do cristalino, e pode ser corrigida utilizando-se uma lente divergente.

www.laserocular.com.br

Assinale o esquema que melhor representa a formação da imagem (i), de um objeto distante, em um olho míope.

 

12) (Ufsm) O juiz de futebol tem ____________ e necessita de lentes de correção ____________, porque os raios luminosos convergem para um ponto ___________ da retina.

 

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.

a) miopia – divergentes – antes

b) miopia – divergentes – depois

c) hipermetropia – divergentes – antes

d) miopia – convergentes – depois

e) hipermetropia – convergentes – antes

 

13) (PUC-SP) Certo professor de física deseja ensinar a identificar três tipos de defeitos visuais apenas observando a imagem formada através dos óculos de seus alunos, que estão na fase da adolescência. Ao observar um objeto através do primeiro par de óculos, a imagem aparece diminuída. O mesmo objeto observado pelo segundo par de óculos parece aumentado e apenas o terceiro par de óculos distorce as linhas quando girado.

 

Através da análise das imagens produzidas por esses óculos podemos concluir que seus donos possuem, respectivamente:

a) Miopia, astigmatismo e hipermetropia.

b) Astigmatismo, miopia e hipermetropia.

c) Hipermetropia, miopia e astigmatismo.

d) Hipermetropia, astigmatismo e miopia.

e) Miopia, hipermetropia e astigmatismo.

 

 

14) (UFTM) Interrompido pelo irmãozinho que queria ouvir uma história, o irmão maior deixou seus estudos para o vestibular e pôs-se a ler uma das hitórias de O pequeno Nicolau e Seus Colegas, de Sempé e Goscinny.

A escolhida se entitulava “O Clotário está de óculos” e, resumidamente, contava o dia em que o amigo de Nicolau, o Clotário, havia aparecido na escola com um par de óculos. O garoto dizia que ele não tirava notas boas porque não enxergava bem, mas que agora, de óculos, seria o melhor da sala. Isso bastou para que todos desejassem utilizar um pouquinho os óculos… em provas e chamadas orais. Após Clotário deixar claro que só emprestaria em chamadas orais, foi a vez de Nicolau.

“– O Clotário é mesmo um amigo muito legal e aí eu pedi para ele me emprestar os óculos para experimentar, e eu não consigo saber como é que ele vai fazer para ser o primeiro porque, com os óculos dele, a gente vê tudo atravessado, e quando a gente olha para os pés, parece que eles estão pertinho da cara…”

Com o que havia acabado de ler e supondo que Nicolau tivesse visão perfeita, o irmão vestibulando já sabia que Clotário devia, sem dúvida, sofrer de

a) astigmatismo e miopia.

b) astigmatismo e presbiopia.

c) astigmatismo e hipermetropia.

d) hipermetropia e presbiopia.

e) miopia e presbiopia.

 

15) (PUC-SP) O olho humano pode ser entendido como um sistema óptico composto basicamente por duas lentes – córnea (A) e cristalino (B). Ambas devem ser transparentes e possuir superfícies lisas e regulares para permitirem a formação de imagens nítidas.

 

Podemos classificar as lentes naturais de nossos olhos, A e B, respectivamente, como sendo:

a) convergente e convergente.

b) convergente e divergente.

c) divergente e divergente.

d) divergente e convergente.

e) divergente e plana.

 

16) (FUVEST-SP) O olho é o senhor da astronomia, autor da cosmografia, conselheiro e corretor de todas as artes humanas (…). É o príncipe das matemáticas; suas disciplinas são intimamente certas; determinou as altitudes e dimensões das estrelas; descobriu os elementos e seus níveis; permitiu o anúncio de acontecimentos futuros, graças ao curso dos astros; engendrou a arquitetura, a perspectiva, a divina pintura (…). O engenho humano lhe deve a descoberta do fogo, que oferece ao olhar o que as trevas haviam roubado.

Leonardo da Vinci, Tratado da pintura.

Considere as afirmações abaixo:

I. O excerto de Leonardo da Vinci é um exemplo do humanismo renascentista que valoriza o racionalismo como instrumento de investigação dos fenômenos naturais e a aplicação da perspectiva em suas representações pictóricas.

II. Num olho humano com visão perfeita, o cristalino focaliza exatamente sobre a retina um feixe de luz vindo de um objeto. Quando o cristalino está em sua forma mais alongada, é possível focalizar o feixe de luz vindo de um objeto distante. Quando o cristalino encontra-se em sua forma mais arredondada, é possível a focalização de objetos cada vez mais próximos do olho, até uma distância mínima.

III. Um dos problemas de visão humana é a miopia. No olho míope, a imagem de um objeto distante forma-se depois da retina. Para corrigir tal defeito, utiliza-se uma lente divergente.

 

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.

b) I e II, apenas.

c) I e III, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I, II e III.

 

17) (UNESP-SP) Para que alguém, com o olho normal, possa distinguir um ponto separado de outro, é necessário que as imagens desses pontos, que são projetadas em sua retina, estejam separadas uma da outra a uma distância de 0,005 mm.

 

Adotando-se um modelo muito simplificado do olho humano no qual ele possa ser considerado uma esfera cujo diâmetro médio é igual a 15 mm, a maior distância x, em metros, que dois pontos luminosos, distantes 1 mm um do outro, podem estar do observador, para que este os perceba separados, é

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e)

 

18) (UNIOESTE-PR)  Uma pessoa possui uma deficiência visual. Para ler um livro ela precisa colocá-lo a uma distância de 50 cm.

Se ela quiser ler o livro colocando-o a uma distância de 20 cm, deverá adquirir um óculos de quantos graus? Dica: a unidade “grau”, muito utilizada no comércio, é equivalente à unidade “dioptria” utilizada para a convergência de uma lente.

a) 1,5

b) 2.0

c) 2,5

d) 3,0

e) 3,5 

 

 

19) (ACAFE-SC) A figura abaixo mostra esquematicamente o olho humano, enfatizando nos casos I e II os dois defeitos de visão mais comuns.

Nessa situação, assinale a alternativa correta que completa, em sequência, as lacunas da frase a seguir.

No caso I trata-se da ___________, que pode ser corrigida com uma lente __________ ; já no caso II trata-se de ____________, que

 

pode ser corrigida com uma lente ___________.

a) hipermetropia – convergente  –  miopia  –  divergente              

b) hipermetropia – divergente  –  miopia  –  convergente

c) miopia – divergente  –  hipermetropia  –  convergente                 

d) miopia – convergente  –  hipermetropia  –  divergente

 

20) (UEPA-PA) O mecanismo de formação da imagem em um olho humano pode ser explicado, de maneira simplificada, pelo dispositivo representado na figura abaixo, denominado câmara escura de orifício. Na figura, um objeto de altura  h, situado a uma distância  d da câmara, forma uma imagem de altura  h’ no fundo móvel da câmara.

A distância  d’, que representa a posição da imagem, é também chamada de comprimento da câmara. No orifício p foi colocada uma pequena lente convergente.                                                                                   

 

A partir dessas informações, afirma-se que:

I. A distância focal de uma lente situada em p que projeta uma imagem no fundo de uma câmara de  comprimento  d’ igual a  20 cm, para um objeto situado a 60 cm da câmara, vale 20 cm.

II. A colocação da lente convergente no orifício p irá tornar a imagem mais nítida e brilhante, em virtude da maior convergência dos raios luminosos no interior da câmara.

III. Na comparação com o olho humano, a lente colocada em  p faz o papel do cristalino, enquanto que o local onde se forma a imagem se comporta como a retina.

IV. Retirando-se a lente de p, a razão entre os ângulos α e β mostrados na figura depende da altura h do objeto e da altura h’ da imagem, mas não depende das distâncias d e d’.

 

De acordo com as afirmativas acima, a alternativa correta é:

a) I e II

b) I e III

c) II e III

d) II e IV

e) III e IV

 

GABARITO: 01D – 02A - 03C - 04A - 05D - 06D - 07E - 08B - 09A - 10A - 11A - 12A - 13E - 14C - 15A - 16B - 17C - 18D - 19A - 20C.

 

PESQUISA: 

O que é Discromatopsia? Qual o seu nome popular? Como funciona a visão de alguém que tem esse distúrbio?

Daltonismo, discromatopsia

O que é daltonismo?

daltonismo é a incapacidade ou diminuição da capacidade de ver a cor ou perceber as diferenças de cor em condições normais de iluminação. O daltónico é o indivíduo que padece de daltonismo, ou seja, significa que é incapaz ou tem dificuldade em distinguir as diferenças de cor. Por este motivo, a visão de um daltónico é, muitas vezes, apelidada de “cegueira para cores” ou “deficiência de visão das cores”.

Alguém com visão normal pode identificar e distinguir 150 tons de cores diferentes, no entanto, no daltónico este número começa a cair à medida que tem menos possibilidades de criar misturas de cores.

O daltonismo afeta uma percentagem significativa da população. Existe a possibilidade de as pessoas daltónicas pertencerem a ambos os sexos. Contudo, o daltonismo em homens (masculino) é mais frequente que o daltonismo em mulheres (feminino), devido à hereditariedade e aos cromossomas envolvidos. Veja mais informação em hereditariedade do daltonismo.

Teste de daltonismo

Faça, aqui, o teste de daltonismo online para saber se é daltónico. Para tal tem apenas que observar a imagem superior e tentar identificar a sequência dos números apresentados. Na linha superior, da esquerda para a direita, deverá identificar os números: 2, 29, 5, 42, enquanto que na linha inferior deverá identificar os números 6, 10, 57, 7. Note que este teste para daltónicos pretende apenas exemplificar o processo, podendo existir alterações na perceção das cores de acordo com o monitor do computador, a resolução utilizadas, etc pelo que o teste de daltonismo completo deverá ser realizado de modo a avaliar a real perceção das cores sempre pelo médico oftalmologista. Acresce que, como veremos mais tarde, para além do foro hereditário, o daltonismo pode ter origem em condições mais sérias, designadamente algumas doenças dos olhos, pelo que é importante que o diagnóstico através de um exame oftalmológico completo e orientação no tratamento sejam efetuados pelo médico oftalmologista.

 

teste de daltonismo é um exame que permite perceber se o doente tem alguma deficiência na perceção das cores, ou seja, se estamos perante um indivíduo daltónico. O teste de ishihara foi introduzido no início do século passado e, desde então, é de longe o teste de deficiência de visão de cores mais conhecido em todo o mundo. O Dr. Shinobu Ishihara, do Japão, produziu três conjuntos de testes diferentes que são amplamente utilizados e tudo com base nas mesmas placas pseudoisocromáticas.

Nunca é de mais referir que para além do foro hereditário, o daltonismo pode ser provocado por condições mais sérias, como veremos mais tarde, pelo que é importante que o diagnóstico seja efetuado pelo médico oftalmologista.

Saiba, de seguida, como ocorre o daltonismo.

Discromatopsia

O daltonismo é denominado em termos científicos por discromatopsia ou discromopsia, podendo ocorrer de diferentes formas conforme as células da retina afetadas. No entanto, o termo daltonismo é mais vulgarmente conhecido e utilizado que o termo discromatopsia.

A retina é a parte do olho onde as imagens são formadas (recebidas) e posteriormente transmitidas ao cérebro através do nervo ótico. Numa retina normal, existem células chamadas de cones que são sensíveis à cor, sendo cada uma delas sensível a um determinado espetro luminoso (espetro das cores). A perceção da cor é efetuada por três diferentes tipos de cones. Cada tipo é sensível a um determinado comprimento de onda de luz (vermelho, verde e azul) e cada cor percebida é, portanto, uma mistura de estímulos destes três tipos de cones. Estes três tipos, a saber: "vermelho", "verde" e "azul" são cores primárias que permitem formar qualquer tonalidade de cor a partir destas três cores.

Qualquer alteração na constituição destas células pode originar alterações na receção das imagens através da retina e consequente “distorção” da imagem transmitida através do nervo ótico até ao cérebro.

Podemos identificar diferentes níveis de daltonismo conforme as células da retina afetadas e a intensidade com que são afetadas. A perceção das cores pode variar em função dessas alterações.

Daltonismo - sintomas

No daltonismo, os sintomas são, habitualmente, os seguintes:

- Dificuldade em distinguir as cores;

- Incapacidade de ver tons ou tons da mesma cor;

- Movimentos oculares rápidos (em casos raros).

Os sintomas de daltonismo são frequentemente observados pelos pais quando os filhos são jovens. Noutros casos de discromatopsia, os sintomas são tão reduzidos, que nem são percetíveis. Em muitas situações de daltonismo infantil, os sinais e sintomas não são sequer percetíveis pelas crianças ou pelos pais. A criança acredita que vê bem e sem qualquer dificuldade de distinção de cores, pois sempre foi a visão que teve.

Tipos de daltonismo

Podemos identificar diferentes tipos de daltonismo conforme a localização do defeito, ou seja, se ocorre nos cones vermelhos, nos verdes ou nos azuis. Como existem três tipos diferentes de recetores de cor, há também três diferentes formas principais: vermelho (protan), verde (deutan) e azul (tritan).

Em relação à dificuldade de distinguir as cores, podemos identificar dois principais tipos de daltonismo. Aqueles que têm dificuldade em distinguir entre o vermelho e o verde e aqueles que têm dificuldade em distinguir entre o azul e o amarelo.

Para além disso, a discromatopsia pode ser descrita como total ou parcial, com diferentes graus de daltonismo. No daltonismo total existe incapacidade de distinguir a cor, enquanto no parcial existe essa dificuldade, mas o daltónico tem alguma perceção da cor. O daltonismo total é muito menos frequente do que o daltonismo parcial.

Discromatopsia - deficiências totais

Em relação às deficiências nos cones (vermelho, verde, azul) e quando há deficiências totais podemos, então, classificar o daltonismo em 3 tipos distintos conforme descrevemos a seguir.

Protanopia

protanopia é a deficiência total nos cones vermelhos. O daltónico que padece de protanopia tem dificuldade em distinguir as cores vermelhas.

Deuteranopia

deuteranopia é a deficiência total nos cones verdes. O daltónico que padece de deuteranopia tem dificuldade em distinguir as cores verdes.

Tritanopia

tritanopia é a deficiência total nos cones azuis. O daltónico que padece de tritanopia tem dificuldade em distinguir as cores azuis.

Discromatopsia - deficiências parciais

No caso de existirem apenas deficiências parciais nos cones (vermelho, verde, azul) podemos, então, classificar o daltonismo em:

Protanomalia

protanomalia caracteriza-se pela deficiência parcial nos cones vermelhos. Todavia, enquanto na protanopia existe deficiência total, na protanomalia existe apenas deficiência parcial.

Deuteranomalia

deuteranomalia é a deficiência parcial nos cones verdes. Porém, enquanto na deuteranopia existe deficiência total, na deuteranomalia existe apenas deficiência parcial.

Tritanomalia

tritanomalia é a deficiência parcial nos cones azuis. Todavia, enquanto na tritanopia existe deficiência total, na tritanomalia existe apenas deficiência parcial.

Daltonismo - causas

No daltonismo, entre as causas mais comuns encontra-se uma falha no desenvolvimento de um ou mais conjuntos de cones da retina. Este tipo de daltonismo é, geralmente, uma condição hereditária e ligada ao sexo. Os genes que produzem fotopigmentos são produzidos no cromossomo X. Se, eventualmente, faltam ou se encontram danificados alguns desses genes, pode ocorrer o daltonismo.

O daltonismo é mais provável nos homens do que nas mulheres. Tudo isto se deve ao facto dos homens possuírem apenas um cromossoma X e as mulheres dois, sendo que um gene funcional apenas num dos cromossomas X é suficiente para produzir os fotopigmentos necessários.

O daltonismo também pode ser causado por danos físicos ou químicos nos olhos, nomeadamente na retina ou nervo ótico, ou de partes do cérebro. Doenças como o glaucoma, a diabetes e a esclerose múltipla, entre outras doenças são também possíveis causas do daltonismo.

Daltonismo - genética

O daltonismo é uma condição genética hereditária comum (herdado), isto é, significa que é normalmente transmitido pelos pais.

A cegueira da cor verde é passada de mãe para filho no cromossomo 23, que é conhecido como o cromossomo sexual porque também determina o sexo. Cromossomas são estruturas que contêm genes - estes contêm as instruções para o desenvolvimento de células, tecidos e órgãos. Se você for daltónico isso significa que as instruções para o desenvolvimento das suas células cone são defeituosas, que as células cone podem ser escassas, ou menos sensíveis à luz ou pode ser que o caminho a partir das células cone para o cérebro não se tenha desenvolvido corretamente.

O cromossomo 23 é composto por duas partes ou dois cromossomos X no sexo feminino ou um cromossomo X e um Y, no caso do sexo masculino. O "gene" defeituoso para o daltonismo encontra-se apenas no cromossomo X. Então, para um homem daltónico apresentar um gene defeituoso só tem de aparecer no seu cromossomo X. No caso da mulher daltónica devem estar presentes em ambos os seus cromossomas X. Se uma mulher tem apenas defeito num gene ela é conhecida como uma "transportadora", todavia não vai ser daltónica. Quando tiver um filho ela vai dar um dos seus cromossomas X à criança. Se transmitir o cromossoma X com o gene defeituoso ao filho, ele será daltónico, mas se ele receber o cromossomo “bom”, ele não será daltónico.

A filha daltónica, portanto, deve ter um pai que é daltónico e uma mãe que é portadora (que também passou o gene defeituoso à filha.

É, por isso, que a dificuldade em distinguir o verde / vermelho, é muito mais comum em homens.

daltonismo em mulheres é por esta razão que é menos frequente do que nos homens.

A dificuldade em distinguir a cor azul afeta homens e mulheres de igual forma porque é realizado num cromossomo não-sexual.

Daltonismo tem cura?

daltonismo não tem cura. Contudo, existe na atualidade um grande esforço por parte da comunidade científica para conseguir encontrar uma cura para o daltonismo. Alguns avanços permitem-nos ter a esperança de que será possível curar o daltonismo no futuro, infelizmente no momento tal não é possível.

Na atualidade existem algumas formas que nos permitem de algum modo tratar o daltonismo, restituindo ao daltónico uma melhor qualidade de vida. Veja, de seguida, em que consistem essas medidas, mas note que não se tratam de medidas curativas do daltonismo, constituem apenas medidas para melhorar a qualidade de vida dos daltónicos.

Daltonismo - tratamento

No daltonismo têm surgido algumas formas de tratamento de modo a melhorar a qualidade de vida do daltónico. Estas formas pretendem apenas melhorar a vida do daltónico e não curá-lo. Entre essas formas de tratamento, poderemos destacar:

Óculos e lentes para daltónicos

Fabricantes de óculos e lentes para daltónicos afirmam que o seu produto pode melhorar a visão das cores dos pacientes daltónicos. Argumentam que é necessário algum tempo para se habituarem à sua utilização e aprender algumas novas cores, podendo ajudá-lo e melhorar a sua perceção das cores em determinadas situações.

Ferramentas

Existem algumas ferramentas feitas de filtros coloridos. Se olhar através dos filtros e por fora deles pode, definitivamente, distinguir mais cores. Isso pode ser uma vantagem para algumas tarefas específicas em determinadas profissões ou em algumas situações da vida quotidiana. 

Em resumo, uma pessoa daltónica perante a incapacidade de distinguir as cores tem ao seu dispor algumas ferramentas e lentes que apenas pretendem, de alguma forma, melhorar a sua qualidade de vida, mas não são uma cura ou tratamento eficaz para o daltonismo.

Fonte: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/oftalmologia/daltonismo/